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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Latas de aço retomam seus tempos de glória?

Aquelas latas de leite condensado, leite em pó, molho de tomate, de óleo ou de tinta que normalmente separamos junto com outros materiais recicláveis vão contar, a partir de junho deste ano, com um sistema próprio de logística reversa
16/02/2011 08:19


De olho na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a ser definida pelo governo federal até junho deste ano, o sindicato das indústrias de estamparias de metais (Siniem) e a associação da cadeia produtiva do aço (Abeaço) anunciaram a construção de um centro de 10 mil metros quadrados voltado à reciclagem das embalagens de metais. Fabricantes de latas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) serão os parceiros iniciais do projeto, localizado na região metropolitana de São Paulo.

A iniciativa será o pontapé inicial, no Brasil, para a organização de uma cadeia exclusiva de reciclagem de embalagens de metais – especialmente o aço. Cerca de 1,5% de todo o aço produzido no país é destinado a este fim. No entanto, ao menos 31% do aço é utilizado na construção civil, ou seja, não precisa ser reciclado.

Hoje, o retorno das embalagens metálicas às siderúrgicas ocorre de forma desordenada. Pode ser coletado por catadores e cooperativas, separado nos prédios residenciais e comerciais. Mas os preços pagos pelo material são muito baixos em função dos intermediários entre quem coleta e quem compra a sucata de aço.

Nesse esquema, 47% das embalagens de aço do país já são recicladas. Mas o foco, agora, é elevar o valor do material e remunerar melhor quem se dedica a separá-lo. Com o centro de recebimento concluído em junho, varejistas, indústria envasadora, consumidor final, cooperativas e catadores poderão negociar o aço diretamente no local. Todos receberão o mesmo valor pelo quilo da sucata: em torno de 25 centavos. Hoje, cooperativas de catadores não obtêm mais de 8 centavos pelo quilo do metal.

Os consumidores contarão com sacolas específicas para a coleta de metais, com capacidade para cerca de 60 latas. No início do projeto, elas devem ser distribuídas gratuitamente no varejo. Com todas estas medidas, a expectativa é elevar a reciclagem das embalagens de aço para 70% do total em cinco anos. No caso das latas de alumínio, o Brasil é recordista mundial em reciclagem, com um índice de 98% de reaproveitamento.

Além do centro em construção, outros três devem ser concluídos nos arredores da capital paulista ainda até o final deste ano. O primeiro terá capacidade para receber embalagens de 2,5 milhões de consumidores. Com os quatro centros em operação, toda a sucata de aço separada na capital paulistana poderá ser reciclada. Mais de 60% das embalagens de aço produzidas no país destinam-se ao estado de São Paulo.

O maior reaproveitamento do aço também trará redução de custos para as empresas. “Os metais, aço ou alumínio, são os únicos dos materiais de embalagens 100% reaproveitáveis, e sem qualquer perda de suas propriedades”, diz o presidente do Siniem, Antonio Carlos Teixeira Alves. Uma tonelada de aço reciclado equivale a 1,5 tonelada de minério de ferro não-explorada. A medida poderia ainda elevar a participação do aço em embalagens de produtos para os quais já é usado ou em nichos em que perdeu espaço como, por exemplo, de latas de óleo.

O centro de recebimento pretende servir de referência para outros que venham a ser instalados, de forma independente, em outras regiões do País. Alguns já em operação, por exemplo, não contam com licenças ambientais.

Da Época Negócios

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Projeto proíbe comercialização de bebidas em latas de aço

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7918/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que proíbe a comercialização de bebidas envasadas em latas de aço em todo o País. O objetivo é estimular o uso exclusivo de latas de alumínio para facilitar a reciclagem. A indústria de bebidas utiliza atualmente os dois materiais, apesar de o alumínio ser o mais comum.

O autor da proposta lembra que as embalagens de alumínio são 100% recicláveis em número ilimitado de vezes. Cada reciclagem, segundo ele, representa uma economia de 95% de energia, se comparada ao processo de produção da embalagem pela primeira vez.

"As latas de alumínio não enferrujam e proporcionam maior proteção ao meio ambiente. Por serem inquebráveis são seguras para o consumidor, além de gerarem economia de eletricidade por gelarem muito mais rápido", disse o parlamentar.

A fiscalização da medida, de acordo com o projeto, será feita pela Vigilância Sanitária. Os estabelecimentos reincidentes no descumprimento da proibição poderão ser interditados por 90 dias.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo - rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. As comissões que vão analisar a matéria são a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; a de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania

Fonte: Frente Parlamentar Ambientalista

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lei prevê multa de até R$ 500 a quem não separar adequadamente lixo doméstico

Decreto publicado no diário oficial nesta quinta-feira regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos

Foi publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União, o decreto que regulamenta a lei sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e que pode mudar a maneira como os brasileiros dão fim ao seu lixo.
De acordo com o texto, os moradores que não respeitarem a separação de lixo orgânico e lixo seco e não disponibilizá-los adequadamente para coleta poderão pagar uma multa de R$ 50 até R$ 500.
A lei, que tramitou no Congresso por 21 anos, foi sancionada pelo presidente Lula no início de agosto e regulamentada 45 dias depois do prazo.
A medida também prevê obrigação às prefeituras de coletarem separadamente os dois tipos de resíduos e, futuramente, coletarem por tipo de material, como papel, alumínio, plástico e vidro.
No gerenciamento do lixo, deverá ser observada a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos.
A Política Nacional pede prioridade aos municípios à participação de cooperativas ou associação de catadores de materiais recicláveis na coleta seletiva. Para tanto, o decreto prevê a dispensa deles de licitação e incentivo à capacitação.
Entre outras novidades, está a proibição da criação de lixões a céu aberto e a criação da logística reversa, que obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.
Para quem desrespeitar a proibição de importar resíduos perigosos, a multa pode chegar a R$ 10 milhões.
DIARIO.COM.BR

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nova unidade para reciclar geladeira entra em operação no Brasil

16 de dezembro de 2010 11h 01
O Estado de S. Paulo

Foi inaugurada em Careaçu (MG), a Revert Brasil, mais uma fábrica para realizar a manufatura reversa de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. O processo consiste na desmontagem dos equipamentos antigos, com reciclagem dos componentes, como aço, alumínio e plásticos, e retirada dos gases CFC, que são agressivos à camada de ozônio e também agravam o efeito estufa.

De acordo com Pablo Magalhães, diretor executivo da Revert Brasil, a empresa terá capacidade para fazer o processamento de 400 mil geladeiras por ano. A fábrica deu início às operações com 11 mil geladeiras para serem recicladas, a maioria proveniente dos programas de troca de refrigeradores gerenciados por concessionários de energia elétrica. O governo federal quer reciclar 10 milhões de geladeiras antigas.

“A intenção é oferecer a estrutura para que o País faça a destinação correta desses equipamentos antigos. Muitas acabam indo parar em aterros e lixões, com o escape dos gases para o ambiente”, diz. O maquinário que realiza a transformação das geladeiras veio da Alemanha.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Upcycling ganha espaço no Brasil e no mundo

O conceito prega aproveitar algo que seria descartado e agregar valor, transformando-o em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.

Veja exemplos bem-sucedidos de um conceito que está ganhando espaço no Brasil e no mundo: upcycling - quando se aproveita algo que seria descartado, como lixo, e agrega valor, transformando em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.
Entrevistamos o húngaro Tom Szaky, que reinventou a destinação inteligente de resíduos. À frente da TerraCycle, ele atua em 11 países, reaproveitando e reciclando embalagens que antes iam para o lixo. Em Londres, fomos ver de perto como o upcycling transformou o mercado de luxo de roupas e móveis.
Saiba mais:
Clique aqui para visitar o site da TerraCycle e saber como é possível participar das Brigadas de reciclagem-
No site da Esthetica, você conhece o movimento de marcas éticas da London Fashion Week, coordenado pela estilista Orsola de Castro
Video:

Pilhas e baterias usadas devem ser devolvidas aos vendedores

Os comerciantes de pilhas e baterias são obrigados a receber os produtos depois de usados, conforme determina a Resolução 401/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que entrou em vigor no dia 5 de novembro. Com base na orientação, a Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões (Corem/Ibama) informa que estes comerciantes serão fiscalizados pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

De acordo com o artigo 4º da resolução, os estabelecimentos de determinados tipos de pilha e baterias, como por exemplo, bateria de carro, pilhas alcalinas pilha botão e comuns, devem receber os produtos e repassar aos respectivos fabricantes ou importadores.

Pela Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o processo chamado de logística reversa deve ser aplicado a todos os tipos de pilha e bateria. E a Corem informa que os fabricantes e importadores têm a obrigação de promover a destinação ambientalmente adequada deste tipo de resíduo. E ficarão sujeitos às sanções legais caso se recusem a receber do comércio o repasse das pilhas e baterias usadas.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) salienta que por fazer parte do Sisnama, os Municípios têm de cumprir com suas atribuições. Entre elas contribuir para a formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e elaborar o plano local de resíduos. Neste plano, conforme a Lei 12.305/2010 deve constar a logística reversa como um meio para diminuir os resíduos nos aterros sanitários.

Outra obrigação do Município, alerta a Confederação, é elaborar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Neste projeto a prefeitura deve aplicar o conceito de responsabilidade compartilhada e firmar parcerias com distribuidores, revendedores e empresas. Assim possibilitará a arrecadação de recursos para desenvolver as questões de Meio Ambiente e educação ambiental.

A Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões também salienta para a importância da participação social nesta política. De acordo com a instituição, a participação dos consumidores neste contexto é importante, pois as pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo doméstico devido à possibilidade de contaminação. Alguns destes materiais possuem metais pesados em sua composição e a destinação para eles é a reciclagem, que evita a contaminação e promove o uso racional dos recursos naturais, um dos objetivos do desenvolvimento sustentável.
Agência CNM, com informações da Corem/Ibama

http://www.cnm.org.br/institucional/conteudo.asp?iId=185433

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seminário Ambiental apresenta soluções técnicas para redução e reciclagem do lixo

23/11/2010 15h17min

Segundo dia do evento, em Joinville, trouxe exemplos de reciclagem de plástico e isopor, tratamento de efluentes industriais e atividades da Seinfra e Fundema em relação ao lixo.

O segundo dia do Seminário de Consciência Ambiental, nesta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Joinville, discutiu principalmente soluções técnicas para a reciclagem e a redução de resíduos. O evento é uma promoção do Poder Legislativo da cidade e do Jornal A Notícia.
Na primeira palestra, o engenheiro João Henrique Paes Leme, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou um modelo experimental para geração de energia a partir da incineração (queima) de sacolas plásticas. Os gazes gerados são filtrados e não há poluentes liberados na atmosfera, segundo o engenheiro. A energia gerada é usada para abastecer o próprio experimento.
Na sequência, o secretário de Infraestrutura de Joinville, Ariel Pizzolatti, mostrou dados sobre o aterro sanitário de Joinville. Segundo ele, com as ampliações pelas quais o local passa, terá capacidade para receber resíduos por mais 18 anos. Mesmo assim, a meta é de prolongar esse tempo aumentando a reciclagem para 15% do total recolhido por mês (atualmente, é metade disso).
O diretor-presidente da Termotécnica, fabricante de isopor de Joinville, Albano Schmidt, mostrou o exemplo da empresa no que se pode chamar de engenharia reversa. A própria empresa recebe de volta o isopor de embalagens de eletrodomésticos, por exemplo, e usa na construção civil e na fabricação de embalagens para frutas.
As atividades e planos da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema) foram apresentados, em seguida, pelo presidente do órgão, Marcos Schoene. O órgão trabalha atualmente em estudos para indicar à Prefeitura qual área de reciclagem (construção civil, lixo orgânico, plástico) é mais vantajosa para iniciativas a curto prazo.
No encerramento, o engenheiro da Albrecht, empresa joinvilense que fabrica máquinas industriais, Luís Ferreira, mostrou o equipamento que a empresa patenteou para o tratamento do lodo que resulta do tratamento de efluentes industriais ou mesmo do tratamento da água e do esgoto nos municípios.
O seminário ambiental terminou nesta quarta-feira, com outras cinco palestras. O destaque foi a apresentação de Luciano Zica, ex-secretario nacional de Recursos Hídricos, que falou da Lei de Resíduos Sólidos, aprovada este ano.

Consumidor brasileiro é a favor do fim das sacolinhas plásticas

25 de novembro de 2010 7:21
Alexandre Melo Do Diário do Grande ABC

Os brasileiros estão ficando mais conscientes em relação ao uso das sacolas plásticas, é o que indica pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Instituto Synovate e Walmart Brasil apontando que 60% dos brasileiros são a favor de uma lei que institua o banimento das sacolinhas.

Segundo a Pasta, a questão ambiental aparece como prioridade na pesquisa, acima do crescimento econômico. A população acredita que mudando os hábitos de consumo será possível conservar os recursos naturais. O levantamento serve para identificar o potencial de adesão da população a comportamentos ambientalmente responsáveis.

Profissionais do setor de plásticos como o gerente comercial de uma fabricante de embalagens de Diadema, Carlos Alberto Machado, não temem a medida, mas reconhecem que o mercado está diminuindo. "Sentimos a perda de clientes que encomendavam sacolas promocionais para distribuição em eventos. Isso nos motivou a buscar novos nichos como embalagens para água mineral ou mesmo o varejo", afirma.

Machado relata que enxergou tendência de mercado ao produzir sacolas plásticas oxibiodegradáveis, em 2005, material bastante procurado por redes como Planet Girls, Laselva Bookstore, Le Lis Blanc e Lojas Miroa. O gestor explica que esses sacos têm um aditivo chamado d2w que acelera sua decomposição em contato com o meio ambiente sem deixar resíduos nocivos.

Mesmo sem fornecer para um setor importante como de feiras e eventos, a empresa diademense, que emprega 50 funcionários, espera crescimento de 25% neste ano ao faturar R$ 700 mil. "Os fabricantes de sacolas plásticas estão sendo espremidos pelas redes de supermercados, que pagam cada vez menos pelos produtos", pontua.

ECONOMIA - De acordo com INC (Instituto Nacional do Plástico), desde a criação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas com as redes de supermercados, há dois anos, foram economizados R$ 58 milhões na compra de sacolinhas. De 2007 para 2009, o volume de produção caiu de 17,9 bilhões para 15 bilhões.

A possibilidade de criar uma lei para acabar com a utilização das sacos plásticos divide opiniões. A psicopedagoga Luana da Penha Custodio Loureiro é favorável à medida para preservar a natureza. "Na escola em que trabalho incentivamos as crianças para que convençam as mães a levarem sacolas retornáveis ao supermercado. Por mais que a medida seja chocante num primeiro momento, ela é importante."

Para a dona de casa Roseli Cantero Torres Gonçalves, colocar a compra do mês em caixas de papelão seria um problema para aqueles que não podem carregar peso. "Sou contra por este motivo e utilizo sempre as sacolinhas nas idas à quitanda ou mercadinho do bairro."

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Maceió - Local para o lixo da Construção Civil

A Companhia de Empreendimentos, Intermediação e Parcerias de Alagoas - CEPAL, por meio do Departamento de Compras, avisa a EMPRESAS DO RAMO DE CONSTRUÇÃO CIVIL, que a partir do dia 22/10/2010 estará fazendo cotação de:

CONSTRUÇÃO DE LOCAL PARA ACONDICIONAMENTO DE LIXO RECICLÁVEL E NÃO RECICLÁVEL.

Maiores informações sobre a cotação encontram-se a disposição na CEPAL.
As propostas de preços deverão ser enviadas através de e-mail, deptocompras@cepal-al.com.br, por fax (082) 3315 8316 ou entregue ao Departamento de Compras, na sede da CEPAL situada à Av. Fernandes Lima S/N, Farol – Maceió – Alagoas CEP: 57.052.000 – das 08:00 às 14h.
Maceió 22 de Outubro de 2010.

Eurídice Lopes dos Santos
Chefia do Departamento de Compras

Pilhas e baterias tóxicas

Você sabia que:
- 11 toneladas de baterias são depositadas por ano em lixões;
- suas substâncias tóxicas chegam à cadeia alimentar humana e :
- são prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso em geral;
- acarretam mutação genética;
- são agentes cancerígenos;
- causam efeitos corrosivos violentos na pele e nas membranas da mucosa;
- causam Intoxicação crônica;
Saiba como evitar isso!
De início, conhecíamos apenas a utilidade dos aparelhos, mas com o tempo começamos a nos perguntar: "O que fazer com as pilhas e baterias velhas que não servem mais para recarga e nem fazem os aparelhos continuarem funcionando? Que p roblemas esses elementos causam à natureza e à vida quando perdem seu tempo de uso? O que pode ser feito para que essa situação seja revertida e o que cabe a cada um de nós contribuir nesta mudança?".

OS DADOS SÃO ALARMANTES

O Ministério do Meio Ambiente calcula que em São Paulo são anualmente descartadas no meio ambiente 152 milhões de pilhas comuns e 40 milhões de pilhas alcalinas, segundo dados da Cetesb (a empresa paulista de saneamento ambiental), e cerca de 12 milhões de baterias de celular. A soma é superior a 200 milhões de uni dades a cada ano! No Rio de Janeiro a estimativa anual totaliza 90 milhões de unidades, totalizando cerca de 11 toneladas de baterias depositadas por ano em lixões - o ideal seria o armazenamento especial desses resíduos.
ONDE ESTÁ O PERIGO?
Ocorre quando se joga uma pilha ou bateria, no lixo comum, pois há o risco desses metais pesados e elementos químicos perigosos entrarem na cadeia alimentar humana, causando sérios danos à saúde. Essas substâncias tóxicas chegam à cadeia alimentar humana via irrigação da agricultura ou pela ingestão da água ou alimento contaminado e se acumulam no organismo das pessoas produzindo vários tipos de contaminação.
Quer ter uma noção melhor do que cada material que é composto as pilhas e baterias causam?
Chumbo:
- prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso em geral.- o sangue, rins, sistema digestivo e reprodutor.- eleva a pressão arterial.- agente teratogênico (que acarreta mutação genética)
Cádmio:
- é comprovadamente um agente cancerígeno, teratogênico e pode causar danos ao sistema reprodutivo.
Mercúrio:
-Intoxicação aguda: efeitos corrosivos violentos na pele e nas membranas da mucosa, náuseas violentas, vômito, dor abdomina l, diarréia com sangue, danos aos rins e morte em um período aproximado de 10 dias.
Intoxicação crônica:
sintomas neurológicos, tremores, vertigens, irritabilidade e depressão, associados a salivação, estomatite e diarréia.; descoordenação motora progressiva, perda de visão e audição e deterioração mental decorrente de uma neuroencefalopatia tóxica, na qual as células nervosas do cérebro e do córtex cerebelar são seletivamente envolvidas.
Zinco 4:
- sensações como paladar adocicado e secura na garganta, tosse, fraqueza, dor generalizada, arrepios, febre, náusea, vômito.
COMO EVITAR ISSO:
Em alguns países de primeiro mundo já existem coletas especiais para resíduos perigosos. Cada pessoa deve assumir o seu papel de destinar o lixo químico ao local correto.
Importante!
Várias instituições estão colocando pontos de coleta por todo o Brasil, como é o caso de alguns bancos, então fique de olho!
A situação pode ser revertida e o prejuízo ecológico reduzido.
Deve-se observar as informações fornecidas nas embalagens e usá-las realmente, porque o importante mesmo é que o máximo seja feito para que o destino dess es elementos seja favorável à saúde das pessoas, dos animais, da natureza, enfim, do planeta. E melhor! Procure usar pilhas recarregaveis.
Uma campanha de conscientização da problemática seria de grande importância. A divulgação sobre o assunto ainda não atingiu nem uma pequena parte da população.
Então faça também sua parte e divulgue!
COMO FUNCIONA O PROCESSO DE RECICLAGEM:

Nas pilhas comuns é possível reaproveitar a folha de flandres e o zinco, e das pilhas alcalinas pode-se recuperar potássio, sais de zinco e dióxido de manganês.
Primeiramente, as pilhas passam por uma cuba de alto-forno, onde os componentes orgânicos são decompostos e a maior parte do mercúrio evapora. Os gases são, então, queimados num incinerador a 1000/1200 °C. As partículas sólidas de óxido de zinco, óxido de ferro e carbono são retiradas por lavagem do gás quente, que é então refrigerado e o mercúrio condensado. O mercúrio também é destilado da água da lavagem. Os resíduos das pilhas queimadas são então despejados no forno de indução, onde os óxidos de zinco, ferro e manganês são fundidos a temperaturas entre1450/1500 graus centígrados e reduzidos as suas formas metálicas. Acrescenta-se carbono ao já presente em alguns eletrodos de pilhas, para atuar como agente redutor. O vapor metálico é recolhido para um condensador de zinco e os metais restantes principalmente ferro, manganês além de uma escória inerte com aparência de vidro, são continuamente drenados.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Setor de alta tecnologia é pré-histórico quando se trata de reciclagem

20/10/2010
Os setores tradicionais da economia já avançaram muito na reciclagem de metais como o alumínio, o cobre e o ferro.

Mas se o setor de alta tecnologia quiser capitanear o movimento rumo a uma economia limpa, então está passando da hora de começar a se ocupar com a reciclagem dos chamados "metais de alta tecnologia", metais especiais como o lítio, o neodímio e o gálio.

O alerta é de um relatório que está sendo preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, e que deverá ser completado até o final do ano.

Metais de alta tecnologia
Esses metais de alta tecnologia são necessários para a fabricação de componentes-chave para turbinas eólicas, células solares, baterias para veículos híbridos, células a combustível e sistemas de iluminação de alta eficiência, baseada em LEDs.

Além da reciclagem ser um dos pilares de uma economia sustentável, esses metais são raros, com poucas minas que, como sempre acontece em mineração, estão localizadas em pontos geográficos definidos, sem qualquer distribuição equitativa entre os países.

No entanto, apesar da preocupação presente no discurso dos executivos do setor de alta tecnologia, sobre a escassez dos metais especiais e dos seus altos preços, apenas cerca de 1% desses metais essenciais à alta tecnologia são reciclados hoje.
Os restantes 99% são simplesmente jogados no lixo no final da vida útil dos equipamentos.
Reciclagem dos metais especiais
Segundo os resultados preliminares do relatório, a menos que essas taxas de reciclagem subam drasticamente, os metais especiais e os elementos retirados das terras raras se tornarão "essencialmente indisponíveis para o uso da tecnologia moderna."

O relatório também ressalta os ganhos energéticos e a diminuição do impacto ambiental que poderiam ser obtidos se o setor de alta tecnologia alcançasse a taxa de reciclagem dos metais tradicionais.

Isso ocorre porque os metais reciclados gastam entre duas e dez vezes menos energia do que a fundição dos mesmos metais a partir dos minérios brutos.

"Melhorar as taxas de reciclagem não apenas oferece um caminho para melhorar a oferta e manter os preços dos metais mais baixos, mas também pode gerar novos tipos de emprego e garantir a longevidade das minas e das reservas minerais encontradas na natureza", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU para assuntos do meio ambiente.

Metais acima do solo
Para analisar o impacto da extração e do consumo dos metais, os pesquisadores utilizam o conceito de metais "acima do solo" - os metais que já foram extraídos das minas e estão em uso pela sociedade.

Veja algumas das conclusões preliminares do relatório sobre a nossa "sociedade metálica":
  1. A quantidade de aço por pessoa nos Estados Unidos está hoje entre 11 e 12 toneladas. Na China é de 1,5 tonelada.
  2. Os estoques mundiais de metais têm crescido de tal forma que hoje há cobre "acima do solo" equivalente a 50 kg por pessoa.
  3. Desde 1932, a quantidade de cobre por pessoa nos Estados Unidos cresceu de 73 kg para perto de 240 kg hoje. Se este padrão de consumo de metais for seguido por todos os países, a quantidade de cobre e outros metais seria de 3 a 9 vezes os níveis atuais.
  4. A vida útil do cobre em edifícios é de 25 a 40 anos, enquanto nos PCs e nos telefones celulares o tempo de vida útil do metal é inferior a cinco anos.
  5. A demanda global por metais como cobre e alumínio duplicou nos últimos 20 anos.
  6. A falta de infraestrutura adequada para a reciclagem dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos na maior parte do mundo está causando perdas contínuas de cobre e outros metais valiosos, como ouro, prata e paládio.
  7. Para vários metais de alta tecnologia, como o índio e o ródio, mais de 80 por cento de toda a quantidade extraída dos recursos naturais saiu das minas apenas nas últimas três décadas.

Índio
O relatório cita o índio como exemplo dos cerca de 40 metais de alta tecnologia estudados, incluindo aqueles contidos nas terras raras.

O estudo destaca que esses metais são cruciais para as tecnologias sustentáveis do futuro, como energias eólica e solar e baterias avançadas para veículos híbridos.

O índio é usado em semicondutores, em diodos emissores de luz (LEDs), sistemas avançados de imagens médicas e células solares.

O índio é um metal encontrado em baixas concentrações na natureza e é minerado como um subproduto dos minérios de zinco.

Prevê-se um forte crescimento da demanda bruta do índio, de cerca de 1.200 toneladas em 2010 para cerca de 2.600 toneladas em 2020.

Acredita-se que as taxas de reciclagem atuais de índio sejam inferiores a um por cento, com um dado similar para os outros metais especiais. É o caso do telúrio e do selênio, usados em células solares de alta eficiência, do neodímio e do disprósio para ímãs de turbinas eólicas, do lantânio das baterias para veículos híbridos e do gálio, usado nos LEDs.

Paládio
O relatório cita o paládio como exemplo dos oito metais preciosos estudados, incluindo o ouro e a prata.

O paládio é utilizado em catalisadores de carros, catalisadores industriais e em áreas tão diversas quanto odontologia e fabricação de joias.

Atualmente as taxas de reciclagem do paládio chegam a até 90 por cento nas aplicações industriais, com taxas mais moderadas na indústria automobilística, onde ficam em torno de 50 a 55 por cento.

Entretanto, nas aplicações eletrônicas, as taxas de reciclagem do paládio estão apenas entre cinco e dez por cento, em parte porque menos de 10 por cento dos telefones celulares são reciclados adequadamente.

Reciclagem dos metais
O relatório também destaca que é possível melhorar a situação dos metais tradicionais:

  1. A produção mundial de aço utiliza 1,3 bilhões de toneladas de ferro por ano, que geram emissões de 2,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa. O aço "secundário", originário de reciclagem, causa 75 por cento menos emissões de gases de efeito estufa.
  2. As emissões geradas pelo alumínio reciclado são aproximadamente 12 vezes menores do que na produção de alumínio primário.
  3. Atualmente, apenas poucos metais, como ferro e platina, têm taxas de reciclagem no fim da vida útil de 50 por cento ou mais.
  4. Para cada 100 milhões de toneladas de aço primário substituídas por aço secundário, ou reciclado, faz-se uma economia de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Maceió possui Coleta & Tratamento de Resíduos Classe-1


A legislação ambiental no Brasil e sua importância para a indústria fotográfica
(médico-hospitalar, gráfico e laboratórios fotográficos)

No Brasil, um grupo de leis determina a nossa responsabilidade como cidadãos para preservar o maior tesouro concedido ao ser humano: o meio-ambiente.

A legislação ambiental é um corpo de leis existente nas esferas federal, estadual e municipal para disciplinar nossas condutas para preservação do solo, rios e do ar que respiramos.

Entre aquelas legislações de maior importância, estão as resoluções federais do:

CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) – órgão do Ministério do Meio-Ambiente-;
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a leis estaduais.
No caso do estado de Alagoas, por exemplo, cabe ao IMA-AL a fiscalização.

Vale salientar que o corpo de leis que regem a CETESB é de longe o mais evoluído, específico, detalhado, claro e de maior importância para o ramo fotográfico (aqui se incluem o ramo médico-hospitalar, gráfico e laboratórios de fotografia). Diante disso, a CETESB tem o poder de fiscalizar e influenciar na criação das mais recentes resoluções, destacando-se aqui a Resolução RDC n.º 306 da ANVISA, de 07 de dezembro de 2004, que regulamenta o gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde.

Em síntese, qualquer estabelecimento industrial, comercial ou de serviços (seja ela tinturaria, galvanoplastia, lavanderia, laboratório de análises, fábrica de sabão, oficina de pintura, hospital, entre outros), podem despejar efluentes somente de acordo com os limites máximos estabelecidos pela legislação de cada região (V.M.P. s--Valores Máximos Permitidos), como por exemplo, aqueles estabelecidos pelo o Art. 18 ou Art. 19-A da Lei 997 (estado de São Paulo) ou pela Resolução CONAMA No. 358, criado em 2005 para todo Brasil.

Qualquer efluente líquido que tenha uma concentração acima dos V.M.P. ´s é considerado ilegal e passível de infração, multa, e/ou condenação de acordo com as penas previstas em lei. (CETESB e CONAMA)

Desse modo, todo e qualquer estabelecimento é responsável perante a lei, inclusive criminalmente, por gerenciar todo o sistema de segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno e armazenamento temporário. Estão incluídos também o tratamento, armazenamento externo, coleta, segregação, acondicionamento, identificação, transporte externo e destinação final dos resíduos gerados dentro do empreendimento (confira o RDC n.o 306 da ANVISA).

Substâncias para revelação de filmes usados em R-X (filmes gráficos, fotográficos, entre outros) e resíduos contendo metais pesados (prata), são considerados substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública e ao meio ambiente, por isso, devem ser encaminhados para um destino final de uma ou outra forma:

Coleta e transportes externos, por “... empresas prestadoras de serviços terceirizados a apresentação de licença ambiental para o tratamento ou disposição final dos resíduos de serviços de saúde, e documento de cadastro emitido pelo órgão responsável de limpeza urbana para a coleta e o transporte dos resíduos.” (item 2.6 da Resolução RDC n. º 306 da ANVISA)

Tratamento Interno, “... os reveladores utilizados em radiologia podem ser submetidos a processo de neutralização para alcançarem pH entre 7 e 9, sendo posteriormente lançados na rede coletora de esgoto ou em corpo receptor, desde que atendam as diretrizes estabelecidas pelo órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes. Quanto aos fixadores usados em radiologia, devem ser submetidos aos constante no item 11.16 (capítulo 11.13 e 11.14 da Resolução RDC n.o 306 da ANVISA).

No caso de coleta externa realizada por empresa de serviços terceirizados, o gerador de resíduos deverá atender todas obrigações legais de armazenamento temporário, acondicionamento, identificação e manuseio estabelecidos por lei, enquanto o resíduo permanecer dentro do próprio estabelecimento até o momento que a prestadora compareça para coletar o resíduo. (página 16) “Os resíduos... devem ser encaminhados... para tratamento de acordo com orientações do órgão local de meio ambiente, em instalações adequadas e licenciadas para este fim”.
No estado de São Paulo, a CETESB emite um Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduos Industriais (CADRI) autorizando o envio de resíduos poluentes de reveladores, fixadores usados, chapas de R-X usados, resíduos de sistemas de tratamento, (massa de precipitação de C.R.Q.´s e filtros de descontaminação) para uma empresa licenciada para recebê-los.

O custo (risco) de permitir que empresas não-licenciadas coletem (ou tratem) os resíduos químicos de revelação fotográfica é infinitamente superior em relação ao pequeno custo que deve ser suportado por uma empresa consciente do seu papel de ajudar a preservar o maior patrimônio da humanidade: o meio-ambiente.

Adaptado de texto encontrado na internet
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QUALITEC NORDESTE
Coleta, Tratamento e Destinação Final Ambientalmente Adequada
(Pocessos Fotoquimicos e Lâmpadas Fluorescentes)
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